Na história do rock, as grandes bandas alcançam seus auges normalmente no meio de suas carreiras e as vezes mais para o final, uma vez que aprendem mais sobre o mercado da música, conquistam mais fãs ao longo do tempo e vão refinando seu som.
Discos de estréia muitas vezes são um tiro no escuro para muitas bandas, pois essa é a obra que vai determinar o futuro dos músicos. Por isso, é raro vermos os grandes nomes do rock tendo seus discos de estréia como potencialmente, seus melhores discos.
Nesse aspecto, o magnífico The Doors é um ponto fora da curva. Seu álbum de estréia de 1967, que recebe o nome da banda, é considerado por muitos fãs como o melhor. Não só agradou aos fãs como a crítica também, sendo considerado pela Rolling Stone como o 42º melhor álbum de todos e está entre os 200 álbuns definitivos do Rock and Roll Hall of Fame.
O álbum mistura o melhor que se podia ter da psicodelia, com o hard rock, originando músicas que realmente mudaram tudo na indústria. O maior exemplo disso é o clássico “Light my Fire”, talvez a música mais conhecida do disco The Doors, com um longo solo de teclado de Ray Manzarek que se tornou uma das maiores marcas da banda. Além dessa, o álbum contém algumas das faixas mais icônicas de todo o rock, como a abertura “Break on Through”, que já mostrava pro mundo a capacidade vocal do grande Jim Morrison, lembrado sempre como uma das maiores vozes do rock, ou a faixa de encerramento “The End”, que em seus longos 12 minutos de duração, nos apresenta letras que criticam a guerra e mostram de maneira triste e distópica a realidade militar da época, tornando-se quase que um hino anti-Vietnã.
O álbum serviu como inspiração para muitos jovens entrarem de cabeça na psicodelia, e abandonarem as bandas “good-vibes” da época, o que era justamente o objetivo de Morrison como principal compositor do álbum. Na faixa de abertura, onde o cantor convida seus fãs e ouvinte a “atravessarem para o outro lado” já vemos uma referência à isso. O próprio nome, “The Doors”, foi pensado com esse objetivo, com influência do Yoga, Jim Morrison usou o yin-yang como referência para a própria banda, onde o grupo seria o Yang, ou seja, o lado obscuro, ou da noite, e a banda seria a “porta”, capaz de ajudar a juventude a atravessar para o outro lado, vivenciando experiências psicodélicas jamais antes vistas ou imaginadas.
Inegavelmente The Doors é uma das bandas mais importantes e clássicas da música, e continua até hoje, sendo a porta de muitas pessoas para se conhecer o mundo da psicodelia e do rock progressivo. Por isso faça um favor a si mesmo e ouça The Doors.

Link do disco
Mt tri
CurtirCurtir